O INVERNO ESTÁ CADA VEZ MAIS FRIO…

Publicado: julho 17, 2012 em Crônicas

Acordamos naquela manhã fria de inverno. O termômetro marcava lá pelos seus 8º graus. Estava muito frio, mas o calor do seu abraço do meu lado me aquecia. Após uma semana juntos, imaginar que iríamos ficar alguns dias sem nos ver já fez com que meu ânimo ficasse igual ao dia lá fora: nublado, e com chuva fina.

Te deixei no ponto de ônibus para ir embora e logo voltei pra casa. Tomei uma ducha e me preparei para mais um dia de trabalho. Embora o costume de acordar ao seu lado já tivesse se tornado presente, era apenas mais uma semana sem ter você do meu lado. Me enchi de coragem e enfrentei o dia chuvoso para trabalhar.

Passei o dia todo distraído por não ter você comigo, mas só de pensar que vamos nos ver de novo já me conforta. O dia continua frio lá fora e da minha janela vejo a rua vazia, alguns carros passando e lá ao fundo, o parque parece sombrio com os dias de inverno. Mas assim são esses dias: chuvosos e frios. Apesar da chuva, o inverno me agrada. É tempo de sentir mais frio, mas também são os dias em que podemos ficar juntinhos, acordar coladinhos, um aquecendo o outro.

Então que venham outros invernos. Mês que vem completamos um ano juntos. Te amo.

O inverno chega com tudo, mas você me aquece em cada anoitecer

Anúncios

Olhei os últimos e-mails, atualizações da apuração, escrevi as últimas coisas no relatório do dia e pensava se na hora de ir embora ainda chovia. Foi quando minha amiga apareceu na minha frente: “vamos?”. Saimos da redação, eu morto porque justamente naquele dia eu havia entrado às 10h e a essas horas já passava das oito da noite… Ao passar pelo corredor que dava no andar debaixo notei que ainda chovia. Me surpreendi porque minha amiga tinha conseguido uma carona para nós.

Minha carona, no caso minha outra amiga, Heloísa, tomava uma sopa, já que fazia frio. Pensei em comprar um chocolate, mas estava uma fila enorme e meu cansaço só fazia eu pensar na minha cama. Saimos e ao atravessar a ponte Ary Torres, no Brooklin, o trânsito estava caótico. Típico de São Paulo. Quando chove, tem trânsito, quando não chove, tem trânsito, feriado ou não, sexta, quinta, quarta, qualquer dia do mês tem congestionamento.

Nossa amiga acabou nos deixando na estação Vila Olímpia porque em quase 40 minutos, conseguimos andar uns 2km, no máximo. De lá, segui pra casa. Minha surpresa foi ao descer na minha estação do metrô, a chuva ainda caía e você estava lá, com flores nas mãos e aquela cara de “não nos vemos a um tempão”. A última vez que nos vimos foi na segunda-feira de manhã, mas como tinhamos tido uma briguinha na noite anterior, parecia que não nos víamos havia uma eternidade.

A briga foi tão estranha, que na hora de dormir, nem beijo, nem “eu te amo” direito rolou. No outro dia, ele saiu às pressas e me deu só um selinho. Passei o dia todo mal, dor no peito, na cabeça, falta de sono, tudo. Mas minha surpresa foi ver você ali, com aquele sorriso que só você sabe fazer. E depois veio aquele abraço, forte, puro, incrivelmente perfeito nos meus braços.O beijo, o melhor. Aqueles de cinema.

Mesmo sendo uma briguinha, nós incrivelmente não brigamos durante o namoro. Estamos juntos há quase um ano e nada de brigas sérias. Sempre nos entendemos. E acho que isso torna nosso amor mais forte. Assim que eu o vejo, o que quer que tenha acontecido some. E é assim o melhor jeito.

Terminamos a noite juntinhos. E nessa teve beijo de boa noite, declarações, mais beijos e todas aquelas outras coisas que te fazem amar mais e mais.

Itanhaém/SP – Em algum dia do verão quente da praia na véspera de 2012

Nota  —  Publicado: junho 22, 2012 em Crônicas

Desde começou a bolar sua estratégia, o ex-presidente Lula não imaginava em que lagoa estava colocando seu bote. Primeiro, enfrentou uma boa parte da base aliada, fez vencer a sua vontade e colocou o então Ministro da Educação, Fernando Haddad, para disputar a prefeitura de São Paulo sob a bandeira do “novo”, para enfrentar, aquele que todos sabiam, seria o “velho”, ou seja, José Serra.

A estratégia até agora não vem dando muito certo. Mesmo s uma artimanha desesperada do PSDB paulista para combater aquele que seria uma ameaça à hegemonia tucana em São Paulo, o PT acabou esquecendo os botes ao partir em alto mar.

Até agora, o “novo”, só rendeu dor de cabeça: uma lanterninha na primeira pesquisa de intenção de voto do DataFolha, alianças não fechadas, menos tempo na televisão e uma escancarada insatisfação de Marta Suplicy. A petista falou pra quem quisesse ouvir que não aceitou bem a “derrota” para Haddad na disputa pela largada em São Paulo.

Entrou então o segundo plano de Lula: aparecer ao lado de Haddad na tevê para alavancar sua candidatura. Até agora, mais um furo no bote dos petistas. Fernando Haddad ainda amarga 8% de intenções de voto contra os 30% do “velho” Serra.

A terceira estratégia parecia ser uma gaivota trazendo o gaveto nessa lagoa perdida do barquinho de Lula rumo à liderança na capital. Luiza Erundina, que já estava cotada para ser uma inimiga do petista, aceitou a “second chair” e virou vice de Haddad.  Menos de uma semana após o anunciou, Erundina disse que ia rever a candidatura ao lado de Haddad. A estratégia desesperada pelo tempo de TV levou o PT a aceitar o PP de Paulo Maluf, procurado pela Interpol dos Estados Unidos. Ele disse que eles “vão conversar”.

A luta pela liderança em São Paulo já começou complicada, imagine só quando as eleições estiverem próximas. Lula terá dores de cabeças pelos próximos dias e deveria ter organizado melhor a candidatura em São Paulo.

Em público

A senadora Marta Suplicy esteve em alta no domingo da Parada Gay. Como faz todos os anos, a ex-prefeita foi ao desfile, andou em carro, discursou, falou dos direitos dos homossexuais e voltou a cobrar o projeto que criminaliza a homofobia. Nem o “novo” Haddad e o “velho” Serra foram ao evento. Nem mesmo o rejeitado Kassab foi ao evento. Todos haviam prometido ir, mas no fim, acharam outra coisa pra fazer. Participações em eventos como esse, podem aproximar candidatos das pessoas. Haddad e Serra perderam uma ótima oportunidade de se aproximar das pessoas e, pelo menos, se mostrarem solidários.

Aldo Rebelo e o jeitinho brasileiro

Publicado: março 23, 2012 em Opinião

O Ministro do Esporte, Aldo Rebelo, disse hoje em entrevista que a votação geral da copa está dentro do prazo. Ao comentar sobre a lei de vendas de bebidas alcoólicas dentro dos estádios, fez essa declaração:



O jeitinho brasileiro sempre resolve tudo, não é? 
por Júnior Baptista
junior@blogadacomunicacao.com.br
E o Baixinho abriu a boca. E como abriu. Em uma semana turbulenta em que só se falava da queda do cartola Ricardo Teixeira, o atleta-deputado Romário contou o que rola dentro do Senado e ainda diz o que acha da saída de Teixeira: “Foi a troca do ruim, por outro pior”, disse ele em reportagem às páginas amarelas da VEJA.
O jogador eleito com 147 mil votos pelo Rio de Janeiro não entregou nomes, mas disse aquilo que todos nós sabemos, que no Senado, “eles não querem saber de nada”. Com a queda de Ricardo Teixeira, aqueles que não conhecem o protagonista do roubo de uma medalha, podem até acreditar que alguma coisa irá mudar. Uma outra matéria da revista, mostra que, se quisermos ter uma Copa do Mundo digna, será preciso se esforçar, e muito, para terminar as obras necessárias para sediar o evento.
Por exemplo, os cinco projetos ferroviários previstos para a Copa do Mundo de 2014 não deverão estar totalmente prontos para o evento. São monotrilhos em Manaus e São Paulo e um Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) em Brasília. Nenhum dos cinco está com as obras iniciadas.

O deputado Romário no Congresso – Crédito: Divulgação
Reproduzo um trecho da entrevista dada ao Jornal de Floripa: “É preciso analisar projeto por projeto. Mas, no caso dos projetos da Copa, acho que já é leite derramado”, afirmou José Roberto Bernasconi, presidente do Sinaenco (Sindicato da Arquitetura e da Engenharia), atribuindo o problema à falta de planejamento dos governos envolvidos. “Estamos alertando para isso desde novembro de 2007.” (Reportagem do Jornal de Floripa, em 18/03/2012).
Romário põe à tona, outras questões da roubalheira política em Brasília, afirma que “tem cara famoso ali só esquentando cadeira. Nunca dá o ar da graça no plenário nem faz nada de útil”. Quem ainda tinha dúvidas, vê mais uma evidência do que está por vir.
Obras sem licitações, por emergência, superfaturamento… Aquilo tudo que o brasileiro vê todos os dias nos jornais e diz “é assim mesmo”, ou “nada muda”. E não vai mudar mesmo, se continuarmos assim. Está na EXAME a fala de Romário: “Esta palhaçada vai piorar quando faltar um ano e meio para o Mundial. O pior está por vir porque o governo deixará que aconteçam as obras emergenciais, as que não precisam de licitações. Ai vai acontecer o maior roubo da história do Brasil”.
O problema já não é mais se a copa vai acontecer ou não, porque ela vai acontecer. Só que a um preço muito maior do que o esperado. E sabe quem paga a conta no final? Você, leitor.

Moeda de Troca

Publicado: março 13, 2012 em Artigos

Novamente o quadro se repete. Há doze anos, PT e PSDB lutam pela prefeitura e pelo governo de São Paulo. O PT, trocando de vez em quando e o PSDB garantindo o seu lugar no gabinete através dos mesmos candidatos: Serra e Alckmin. 


Em 2000, Marta Suplicy e Paulo Maluf lutavam pela prefeitura, mas Marta saiu melhor, com 58,5%. Em 2002, na luta pelo governo do estado, Alckmin sai na frente de Genoíno, com 58,6% dos votos. Em 2004, a luta foi entre Serra e Marta, mas o tucano se saiu melhor, com 54,9%. Em 2006, o mesmo Serra prefeito abandou a prefeitura, bateu Mercadante e venceu com 57,9% dos votos. Em 2008, Kassab vence Marta com 60,7% na prefeitura e Alckmin vence Mercadante para o governo do estado com 50,6%.


A disputa em São Paulo é a mais acirrada, inclusive porque a região sudeste sempre foi mais tucana. Mesmo com todos os problemas que bate à porta da capital, os paulistanos e paulistas preferem uma liderança tucana a arriscarem uma petista.


Pesquisas preliminares apontam que o eleitorado paulistano não está pronto para um novo nome do PT, como tanto quer Lula, com a candidatura de Fernando Haddad; o que também mostra que os paulistanos têm memória, porque é esse o Ministro dos problemas do ENEM. Mas, também parece que uma parte da população também tem memória para lembrar que Serra é o candidato que largou a prefeitura para disputar o estado e que, junto com o PSDB, havia construído cerca de 7km de metrô em 2010. 


Pesquisa do Datafolha do dia 02 de Março apontam que ele ainda é favorito, com cerca de 30% das intenções de voto contra 19% de Celso Russomano. Haddad é lanterninha ainda, com 4% – e, fazendo um adendo, hoje a equipe do PT contratou especialistas em imagem para ver como Haddad fica no vídeo, como ele se porta, para melhorar sua imagem e sua publicidade. 


Outro candidato, que afirmou em entrevista para a BandNews ontem ser comunista, promete expandir os investimentos nas regiões mais afastadas do centro, além de dizer que é contra o aborto e a favor dos pedágios urbanos – onde se cobra para ir das zonas ao centro-expandido. E sua vontade está em 3º lugar, com 10%. Considerado bom, na visão de especialistas.


O que será de São Paulo? Dominará a hegemonia tucana, ou o eleitorado irá finalmente mudar a liderança paulistana?